segunda-feira, 1 de outubro de 2012

UMA HISTÓRIA AZUL


Quando acordou, de manhã bem cedo, abriu os olhos sem saber onde estava, mas as paredes brancas do quarto, cobertas por quadros brancos a envolver móveis também brancos, depressa a fizeram perceber que estava na Terra-de-Onde-as-Cores-Tinham-Desertado. Abriu a janela, olhou com melancolia o céu cinzento, as árvores cinzentas, os montes cinzentos e pôs-se a recordar os acontecimentos dos últimos dias.
Nestes últimos dias que recordava tinha acontecido a maior catástrofe que alguma vez presenciara. Toda a cor tinha desaparecido e encontrava-se, agora, rodeada por um mundo branco e cinzento. Foi assim, num estado de melancolia e a observar o que a rodeava que recordou o sonho que tivera na noite anterior:
Olhava à sua volta e cores era algo que apenas via na sua memória. Perante essa situação, decidiu partir em busca de cor. Passado alguns dias de caminhada contínua, observou, muito ao longe, aquilo que lhe pareceu ser um ponto colorido. Correu até ele e percebeu, então, que era uma flor. Uma flor da qual seria capaz de extrair uma cor. Uma cor apenas, mas uma cor capaz de mudar o mundo: azul. Começou, assim, a pintar o que a rodeava com a tinta que extraía da flor. E foi pintando, dias a fio, até chegar a casa e toda a terra estar colorida.
Ao acabar de recordar o sonho, apercebeu-se da importância de várias coisas. Apercebeu-se da importância de sonhar e de imaginar. E de tudo isto conseguiu tirar uma moral para a vida: Mesmo num mundo branco e cinzento, o sonho e a imaginação dão-nos força para mudar aquilo e aqueles que nos rodeiam.

1 de Outubro de 2012
Helena Almeida, Pintura Habitada, 1976
Madalena


Nota: Imagina uma pequena narrativa que pudesse ser ilustrada pelas imagens ao lado.

LER É REFLECTIR



Ler é uma das mais importantes actividades que temos na vida. Assim, se podes ler, lê, porque ler é interpretar melhor a vida. Se já leste, agora reflecte sobre aquelas palavras que estão na tua cabeça.
Quando lemos, temos o momento perfeito para reflectir sobre as nossas vidas. E reflectir sobre as nossas vidas é pensar naquilo que nos acontece, naquilo que temos de bom em nós e naquilo que temos a melhorar.
Podemos então perceber que quem lê é uma melhor pessoa. Quem lê é mais culto e tem uma melhor vida. Quem lê torna-se uma pessoa muito mais feliz do que era, quando não lia.
Uma pessoa que lê é uma pessoa feliz e EU sou feliz. Sou feliz porque posso ler e, por isso, posso reflectir, mudar e tornar, não só o mundo e os que estão à minha volta, mas também a minha pessoa melhor.
Melhorar o mundo, os que estão à nossa volta e a nós próprios, é um dever de todos nós, logo, é um dever de toda a Humanidade ler e reflectir.
Assim, se tens oportunidade para ler, lê. E quando estiveres a ler, reflecte sobre aquilo que leste e torna-te alguém melhor e mais feliz.
Espero que agora, no final de leres isto, te consideres uma pessoa mais feliz.

4 de Outubro de 2011
Madalena


Nota: composição de um teste.
Redige um texto onde desenvolvas a ideia veiculada na epígrafe parafraseada pela neta de José Saramago, “Se podes ler, lê. Se leste, reflecte.”

A MINHA MÚSICA



Após virar a página, apercebi-me que a minha cabeça se voltara para outro lado, para outra palavra. Uma palavra magnífica, que tanto poderia ter a duração de uma colcheia como a de uma breve. Era a palavra “música” que ocupava a minha mente neste momento.
Consegui entender que esta é uma palavra muito resistente. Resiste quando alguém a torna triste e sensível e resiste também quando serve para animar uma festa ou um festival.
-
 
E esta é uma palavra que está sempre presente nem que seja no nosso falar de todos os dias. Está presente na buzina de um carro, tal como está presente na Nona Sinfonia de Bethoven. Está sempre connosco e segue- nos para todo o lado, pois, no fundo, nós somos música.
E é, por esta razão, que todos nós ouvimos música, porque todos nós necessitamos de nos ouvir a nós próprios. E alguns de nós tocam algum instrumento e produzem música com ele pois gostam, não só de se ouvir a si próprios, mas também de produzir aquilo que querem ouvir.
Por esta razão, peço-lhe a si, que está a ler, que oiça a sua própria música, a sua música interior. A música que ouvir pode não ser a sua preferida, no entanto, é a música da sua vida.

29 de Setembro de 2010
Mª Madalena 

A DANÇA DA MINHA VIDA



Na vida toda a gente dança. No entanto pode dançar sobre diferentes palcos. E os palcos podem ser a música, a literatura, entre outros. Tudo na vida pode ser um palco.
Pois hoje reflecti e cheguei à conclusão de que o palco da minha vida está dividido em várias partes. Partes como a música, a família, a escrita e muitas outras.
Eu danço sobre a música desde os cinco anos, quando comecei a tocar violino, e depois, aos nove anos quando aprendi a tocar piano. E ao longo de todos estes anos foi composta uma maravilhosa sinfonia.
A esta sinfonia juntou-se a letra da música, retirada dos meus escritos. E sobre a escrita eu danço desde os meus onze anos, a altura em que percebi que escrever era dar algo mais ao mundo, ao mesmo tempo que reflectia acerca da minha vida.
E a esta sinfonia cantada com letra, juntou-se a minha família musical. Uma família composta por pessoas que não consigo descrever.
Foi assim que se formou o meu palco. O palco onde todos os dias danço a dança da minha vida.

12 de Outubro de 2010
Madalena

UMA PESSOA ESPECIAL



Chama-se Margarida e é um pouco mais velha que eu, é verdade. É uma rapariga fisicamente pequena, mas muito grande de coração.
Ela é muito importante, pois é minha irmã, mas acima de tudo é importante porque é principalmente ela que nos meus dias mais melancólicos, me anima ao som da sua guitarra e da sua voz.
É uma pessoa que apenas consegue viver feliz se aqueles que se encontram à sua volta estiverem felizes. É um dos meus exemplos de vida, pois é uma rapariga que tem sempre uma palavra amiga para nos dar.
A margarida é uma rapariga fantástica e com imensos dons: anima as pessoas; toca instrumentos; escreve de uma forma fantástica. E, apesar de todas as palavras escritas nesta página de papel, a minha irmã é uma pessoa que ninguém consegue descrever, devido à enorme marca que ela deixa na cabeça e no coração de todas as pessoas que lhe são queridas.
E a sua imagem permanecerá na minha memória. A imagem de uma rapariga linda, de cabelo e olhos negros e com um sorriso cintilante. Ela foi especial, é especial e continuará sempre a sê-lo. Margarida, uma pessoa sempre especial.

8 de Setembro de 2010
Madalena