Após virar
a página, apercebi-me que a minha cabeça se voltara para outro lado, para outra
palavra. Uma palavra magnífica, que tanto poderia ter a duração de uma colcheia
como a de uma breve. Era a palavra “música” que ocupava a minha mente neste
momento.
Consegui
entender que esta é uma palavra muito resistente. Resiste quando alguém a torna
triste e sensível e resiste também quando serve para animar uma festa ou um
festival.
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E é, por
esta razão, que todos nós ouvimos música, porque todos nós necessitamos de nos
ouvir a nós próprios. E alguns de nós tocam algum instrumento e produzem música
com ele pois gostam, não só de se ouvir a si próprios, mas também de produzir
aquilo que querem ouvir.
Por esta
razão, peço-lhe a si, que está a ler, que oiça a sua própria música, a sua
música interior. A música que ouvir pode não ser a sua preferida, no entanto, é
a música da sua vida.
29 de Setembro de 2010
Mª Madalena
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