segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A MINHA MÚSICA



Após virar a página, apercebi-me que a minha cabeça se voltara para outro lado, para outra palavra. Uma palavra magnífica, que tanto poderia ter a duração de uma colcheia como a de uma breve. Era a palavra “música” que ocupava a minha mente neste momento.
Consegui entender que esta é uma palavra muito resistente. Resiste quando alguém a torna triste e sensível e resiste também quando serve para animar uma festa ou um festival.
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E esta é uma palavra que está sempre presente nem que seja no nosso falar de todos os dias. Está presente na buzina de um carro, tal como está presente na Nona Sinfonia de Bethoven. Está sempre connosco e segue- nos para todo o lado, pois, no fundo, nós somos música.
E é, por esta razão, que todos nós ouvimos música, porque todos nós necessitamos de nos ouvir a nós próprios. E alguns de nós tocam algum instrumento e produzem música com ele pois gostam, não só de se ouvir a si próprios, mas também de produzir aquilo que querem ouvir.
Por esta razão, peço-lhe a si, que está a ler, que oiça a sua própria música, a sua música interior. A música que ouvir pode não ser a sua preferida, no entanto, é a música da sua vida.

29 de Setembro de 2010
Mª Madalena 

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